Deslumbramento e yôga

A embriaguez da iluminação

O Yôga expande a consciência. Torna-nos mais lúcidos ao ponto de eventualmente responder, de facto, àquelas perguntas: quem sou eu? O que faço aqui? Para onde vou? As do costume…

E pelo caminho tende a proporciona-nos mais energia. Mais poder.

Mas nesse processo, e tantas vezes devido a ele, muitas vezes desenvolvemos uma egotite aguda e profunda em que nos julgamos como melhores que os outros. Como se soubéssemos mais e melhor. Se pudéssemos mais e melhor. Como se fossemos mais.

É como se ficássemos embriagados pelo Yôga!

Mais do que conhecer e transcender as limitações e condicionamentos da consciência, o que se passa efectivamente é perder a noção desses limites e condicionamentos.

Se a coisa funciona bem ganhamos uma sensibilidade que nos dá mais capacidade de adaptação e tolerância. Uma INTEGRAÇÃO plena na realidade na qual somos UNO.

Se funciona mal tornamo-nos alienados recusando a própria realidade, reagindo a esta com prepotência, concebendo-a como uma ilusão que cega os tolinhos…

Ás vezes, tanto ou mais que uma iluminação é um deslumbramento.

Mas a vida é sabia. Rapidamente nos apruma. De uma forma ou outra a humildade chega.

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