Yôga é anti-místico!
Não sou místico e não gosto de misticismos. No entanto, nada tenho contra quem é e gosta. Procuro ser bem tolerante nisso já que nós, os não místicos, estamos em grande desvantagem numérica!
Místico refere-se a mistério. É o que não se sabe. É ignorância. Místicos são os que vivem do que não sabem e para o que não sabem. Agem em função do desconhecido. Buscam o desconhecido, através do desconhecimento… Em geral, cultuam essa forma de estar pois isso cria um ambiente onde podem ignorar a sua própria ignorância e sentirem-se bem consigo mesmos. E até iludir os outros envolvendo-os em teias de supostos segredos misteriosos!
Yôga é conhecimento. Auto-conhecimento. Logo não combina com misticismo. Aliás, dissipa os misticismos!
O Yôga é um processo de iluminação. Iluminação de…luz! Luz que é o conhecimento. No mesmo sentido do iluminismo do Renascimento, em que os da altura se renovaram e iluminaram com os novos conhecimentos que adquiriram e geraram através das viagens e descobertas.
A luz dos Yôgis é o conhecimento de si mesmos e do mundo. Yôga é conhecer a si mesmo, por si mesmo, em si mesmo!
É um prazer imenso perceber, entender e partilhar conhecimentos. Nomeadamente para quem ama a filosofia.
Não precisamos de fantasias delirantes. Dispensam-se fantasias acerca de explosões de luzes, sensações estranhas e extraordinárias, visões delirantes e “diferentes”. Dispensam-se conversas fascinantes acerca de poderes incríveis e sedutores.
Não há grandes segredos a desvendar (a não ser talvez esse mesmo!).
O conhecimento em si basta.
(Se você anda á procura de coisas muito profundas, mistérios, esoterismos, segredos escondidos...belisque-se! Se não der resultado então boa sorte! Divirta-se. Afinal, deve ser uma forma de vida tão interessante como qualquer outra...)
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