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Se não os podes vencer...

Diversidade e Yôga

Felizmente “o Yôga” (incluindo aí também: o yoga, a yoga e a ióga…) é um universo. Um UNI & VERSO. Ele é uno, sob o jugo da palavra. Mas também é verso pois é feito de muitas praticas e teorias das mais dispares. È praticado, estudado ou vivênciado pelas pessoas mais diversas e de formas tão diferentes e até contraditórias que chega a ser paradoxal! Como a própria vida!

Nem é preciso derivar muito. Pessoas com as quais pratiquei nas mesmas escolas e os mesmos métodos, e até parecidas comigo em muitos aspectos, tiveram experiências pessoais absolutamente diversas das minhas. Em relação a tudo! Ás vezes até me pergunto: estivemos mesmo na mesma sala? Lemos o mesmo livro? Estamos a falar do mesmo autor? Será que ambos estamos a falar de Yôga? O que raio é isso que ele chama Yôga?! Às vezes dizem que o Yôga diz não sei o quê e promete não sei quantos…E eu fico a pensar: mas o Yôga é gente e já emite (de per si) opiniões? E relacionam coisas que nunca sequer me passaram pela consciência como se estivessem a referir-se a mim ou a algo meu, ou a algo que eu faço!!! Fico, no mínimo, pasmo!
A realidade é aquela que "vemos". E vemos a realidade que somos. Vemos no que nos rodeia um reflexo do que nós mesmos somos. Acabamos pro encontrar precisamente aquilo que fomos á procura. Se somos mistícos vemos misticismos. Se somos obcecados com poderes procuramo-los até os encontrar (ou negar), nem que seja á força! Se somos limitados vemos limites, regras e clausuras por todo lado. Qem quer companhia desfruta de "estar junto" ou sente-se mal por o não conseguir. Se estamos afim de praticar e filosofar vemos pratica e filosofia!

As pessoas são todas diferentes e, obviamente, são diferentes as suas vivências, julgamentos acerca delas e expressão que fazem de tais experiências!

Por esse motivo usar a palavra Yôga é, cada vez mais, provocar equívocos. É que há cada vez mais gente a metê-la nas bocas do mundo! Às tantas já é tanta coisa que acaba por não ser nada!

Usar a palavra Yôga generalizando gera inevitavelmente desentendimentos tão grandes como se nos referíssemos generalizando acerca de “terapias”. Será que as terapias que se estudam nas faculdades tais como FMUL, a medicina tradicional chinesa, o Ayurveda, as curas da bruxa, as curas espirituais e as mezinhas da avó fossem tudo a mesma coisa! Compreende-se que ás vezes alguns médicos se sintam insultados e indignados. Mas parece ser inevitável, pois os mesmo que gostam de não ser confundidos não hesitam em generalizar, chamando de tudo o resto “medicinas alternativas”…

É assim mesmo. Não há remédio! Ou há?

Bem, no meu caso, há.

Declaro publicamente que já não trabalho com Yôga. Esqueça tudo o resto e onde eu escrevi ou escrever Yôga assuma que é erro e queria dizer união no sentido de integração. Agora pratico, estudo, vivêncio e trabalho com uma coisa chamada Método DeRose. E mesmo assim advirto que não sou porta voz do Método e que só me refiro à minha vivência pessoal. Não chateie os outros por causa das minhas avarias pessoais!


Pronto!
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