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Índia: uma invenção moderna

Na mente romantica do ocidental, condescendente porque ainda tem rasgos do paternalismo colonial, ou simplesmente por ser ultra idealista, os indianos sempre foram um povo muito gentil que aceitaram e integraram as mais diversas culturas que chegaram à “sua” Índia...Ora, eles não são assim tão bonzinhos e tolerantes.

De facto, continuam a absorver muito de outras culturas, como sempre.
A “Índia” é uma invenção moderna, e ate ocidental, que os próprios indianos estão a tentar assimilar, tentando com grande ímpeto e dificuldade criar uma identidade indiana. Antes de meados do século xx nem existia formalmente tal nação, e ainda agora é dificil manter aqueles ex reinos todos, com a sua hiperdiversidade cultural, juntos e em sã convivência. Tanto que há partes constantemente a lutar por autonomia e independência. O mais engraçado é que muitos indianos abraçaram o nacionalismo com grande impeto, e esse nacionalismo indiano afirma-se primeiramente contra ocidente, contra a Europa, contra os britânicos... Esquecem-se é que o próprio “ismo” nacionalismo é algo tipicamente europeu. O nacionalismo foi a grande religião europeia do seculo xix e básicamente implodiu com as duas grandes guerras mundiais no seculo xx. Os indianos (e pakistaneses, cidadãos do bangladesh, etc) ainda estão a reviver os ismos ocidentais do passado. O neo-nacionalismo é tipico de países jovens e multiculturais, que precisam de unir-se e entender-se a si mesmos. Os neo-nacionalismos sao todos parecidos, com a falta de identidade a tentar afirmar a sua perfeita ideaçao. É isso que os indianos, nomeadamente os politicos e intlectuais, estao a tentar fazer: (re)inventar uma identidade para si mesmos. Claro que os mais interessados nesse nacionalismo sao essencialmente os politicos e outros líderes, nomeadamente os “líderes espirituais”, todos sedentos de poder, que seduzem e manipulam as grandes massas com os seus discursos populistas. Na índia é assim ainda mais do que no ocidente porque o nível cultural é ainda mais baixo, e porque an Índia, tal como na Europa até há poucas decadas, os líderes espirituais lidam com o seu poder politico sem falsos pudores e colobaram com os politicos própriamente ditos.

Qual foi o grande designio da Índia pós independencia? Modernizaçao via implementaçao de industrias pesadas. “As fabricas sao os novos templos” dizia Nerhu, o pai da nova democracia, de tendências ateias e anti religiosas, essencialmente um socialista. Não é de espantar, pois quase todos os principais actores que promoveram e impulsionaram os movimentos nacionalistas da Índia (e do Pakistan, etc), foram educados no ocidente sob modelos ocidentais, nomeadamente na Grã-Bretanha e suas ex-colonias imperiais.

Qual é a capital da Índia? R: Nova Delhi. Sim, a nova, a construida pelos britanicos, a que ele fizeram capital dessa parte seu imperio. Qual é a obcessao nacional numero um da Índia? R: O cricket! Os hindus sao todos vegetarianos e abestémios? R: não. A maioria come frango e bebe cerveja, e outras “iguarias” mais espirituosas que espirituais! Quais as empresas em mais rápido crescimento na Índia? R: MacDonald's e afins. Qual é a grande aspiraçao de um jovem indiano actual? R: Ser estrela de cinema ou TV. Qual a música preferida da juventude? R: Hip Hop e outros pops afins. Qual a roupa que mais se veste, saris e pijamas? R: Levis e D&G. Tudo do mais familiar...
A Índia moderna tem recalques, sentimentos reacionários anti colonialistas, anti-europeistas, mas no entanto a Europa continua a fasciná-la e influênciá-la no essencial. Por exemplo: o dinheiro é cada vez mais o factor predominante na hierarquia social, e não já a casta, seguindo assim o modelo de classes sociais do ocidental. Outro exemplo: a lingua franca é o inglês, e não o hindi ou qualquer outra linguagem, e desde logo não o sânscrito que há muitos séculos já só interessava a uns poucos brahmanes, e principalmente para deterem poder religioso e executar rituais. Tal qual a igreja católica ainda há poucas décadas ainda realizava a sua missa em latim. Os indianos voltaram a valorizar parte da cultura antiga, nomeadamente os textos vêdico-brahmânicos só depois que os europeus os traduziram e começaram a interessar-se por eles. Caso mais explícito: o Bhagavad–Gíta que após a transliteraçao e tradução do sânscrito para o inglês, e deste para o hindi, passou a ser extremamente popular. Quem fez essa primeira traduçao? Não foi um hindu... O próprio yôga só voltou a ser popular e socialmente relevante (na realidade continua a ser uma parte da cultura marginal que interessa a pouquissimos indianos) à medida que mais e mais ocidentais o requisitaram e rumaram a oriente levando os bolsos cheios de doláres e os depositavamos com veneraçao e submissao aos pés dos gurus. Agora há milhares de gurus, todos prontos a oferecer-lhe yôga prêt-a-portê! O sistema de ensino tradicional, a tradição oral de mestre-a-discipulo reunidos e pequenas familias, seitas e ashrams, está a ser definitivamente substituido pelo modelo ocidental resultante da revolução industrial: a educação de massas. A Índia vagueia por entre a tentativa de manter um regime democrático (também um modelo europeu) e pela inveja da China com o seu modelo bem sucedido de comunismo capitalista (otros modelos economicos europeus). Na prática a Índia tem tido, após a independência (cedida, e não conquistada como muitos gostam de imaginar), uma politica de Estado centralista (e dominada semi-ditadurialmente por castas familiares) que tentou reformar o país sob modelos essencialmente europeus.

De repente establecem-se sinapses na minha cabeça e vejo que há um país que faz lembrar muito a Índia: o Brasil! Duas grandes potencias a despontar e a mostrar que um pouco de caos potencia o florescimento de Vida. Duvido que os brasileiros ou indianos concordassem... Hoje a Índia, tal como o Brasil, é uma potencia nuclear emergente muito as custas do liberalismo selvagem resultante da inoperancia do Estado e de muitos milhoes de miserávéis que garantem mao de obra barata disponivel que as classes médias e altas crescentes poem a render. Brasil e Índia sao muito parecidos em muita coisa. A Índia ainda com muito mais pobreza, o Brasil com mais violência. Se é que a miséria não é a maior de todas as violências.

A Índia também se afirma por reacção ao Pakistan e ao seu islamismo nacionalista e radical, apesar de a Índia ser um dos principais países islamicos do mundo, com muitos de milhoes de muçulmanos. Aliás, o periodo de maior esplendor económico, artistico e arquitéctónico da Índia foi o periodo mongol, islamico, quando a Índia era o verdadeiro centro militar, económico e cultural do mundo. Não nos deixemos enganar pelo facto do actual primeiro ministro não ser hindu, e ter sido designado e controlado pelo partido do Congresso (por genetica, nacionalista e hindu). Mais que real tolerancia é mera conveniencia. A figura mais popular e forte do partido do Congresso não era facilmente tragavel porque é italiana de nascença, entao fica na sombra a controlar e manter o poder da familia de sobrenome Gandhi (nada a ver com O Gandhi) e colocou a frente um senhor de low profile mas com boa fama no que a finanças e economia diz respeito. Deu certo. O que os indianos mais querem, tal como qualquer europeu ou chinês, é que a economia funcione bem, querem crescer económicamente, ganhar mais dinheiro. Aliás, depois dos chineses, poucos povos terao um faro tao apurado para os negócios e tanto apetite pelo dinheiro. Conheço um indiano que dizia “money is honey”. E a sua famosa “espiritualidade” vive perfeitamente bem com isso, sendo absolutamente comum adorar Ganesha para obter boa sorte, Parvatí para prosperidade, e Durga para poder! Só os ocidentais, com as necessidades básicas há muito superadas até em excesso, e por isso totalmente idealistas (ou simplesmente perdidos) é que vao à Índia procurando deixar para trás o materialismo e em busca de “espiritualidade pura”, seja lá o que isso for...
E sobre a “tolerancia”religiosa o que se pode dizer é isto: é um vulcao que de vez em quando entra em violenta actividade, quando algum líder ou comunidade vê nisso oportunidade de fazer prevalecer os seus interesses na busca de poder. Mas no geral dao-se todos mais ou menos bem, e nisso o dinheiro é muito mais relevante que as mil e uma religiosidades que co-habitam. Tal como nos EUA também é muito mais improtante o $ que a etnia, e lá por isso não vamos ignorar que nesse país há um problema racial...
Na sua afirmação nacionalista, nessa tentativa de forjar uma identidade indiana, os indianos andam muito atarefados a tentar reconstruir o seu passado, procurando (e encontrando, pois quem procura encontra) as raízes daquilo que seria a sua cultura milenar, o tal de santana dharma, que os estrangeiros deternimaram chamar genericamente de hinduísmo. Acontece que aquilo que agora chamamos Índia pode ter algumas raízes muito antigas, mas não é bem só uma (e unida) grande arvore (cultural). Na realidade é uma floresta cheia de muitas e diferentes arvores, cada uma com as suas raízes misturadas com as demais, cada uma com multiplos ramos, frutos, sementes. Por vezes enxertam-se umas nas outras, outras vivem simbióticamente, ou como parasitas, e na maioria dos casos simplesmente competem entre si. Numa floresta destas, miscegenada há milénios, não faz sentido declarar que uma qualquer arvore é mais “autentica”, mais “verdadeira”, mais “original”! Uma figueira com 1000 anos é mais autentica que uma de 100? Ambas sao mais verdaeiras que uma oliveira de 500? Ou mais originais que um laranjal de 10? Discussoes sobre o que é mais “autentico” e “verdadeiro” nas culturas da Índia sao pura demência, até porque na Índia o antigo está perfeitamente mezclado com o moderno, e não se sabe onde começa uma coisa e acaba a outra. A Índia, como a Vida, é eterna no momento, agora, na sua regeneraçao permanente. No aqui e agora a Índia é autentica e verdaeira. No passado encontram-se alguns fosséis. E claro que muitos historiadores vêm mais Vida nos fosséis que na sua própria Vida cotidiana. E a História, esse presente a retro-imaginar-se, é sempre aproveitada por academicos, politicos, e todo tipo de idealistas manipuladores, para reinventar o presente segundo as suas ideias e desejos. Isso vê-se actualmente na Índia, a re-escrever o seu passado para unir um país. Mas enquanto a globalizaçao e seus movimentos não reduzem tudo 0 (em breve o mundo vai ser como “o” Hinduísmo, “uma” confusao), o que mais caracteriza a cultura hindu, é a hiperdiversidade, é a efemeridade, fusao, reaçao, regeneraçao continua. Permanente reinvençao devida a tradiçoes orais pouco fiávéis, por influências de todos os povos que foram invadindo e influênciando pacificamente, militarmente, comercialmente, culturalmente, etc., pelos multiplos movimentos de renovaçao, reaçao e restauraçao “internos”, assim como, agora, pela reinvençao através da economia e cultura global. Tudo isso misturado esculpiu essa (con)fusao que carateriza o dito Hinduísmo. A “cultura hindu” (ainda) é a mais diversificada, plural e contraditória que existe. E essas influências tão dispares são o que mais carateriza o dito Hinduísmo, que na sua hiperdiversidade é indefinivel e inapropriável, até por indianos! Essa é a sua maior riqueza e fortaleza, a diversidade, nao uma pseudo "autenticidade", ou suposta “originalidade” e unidade. Querer achar um "verdadeiro hinduismo" é uma pretensao, e um reducionismo. Pensemos em multiplos, não em “um”. Num vai sendo, não num é (obtuso). A própria palavra "Hinduísmo" é um estrangeirismo, que foi usado primeiro pelos antigos persas, creio. Mais recentemente os ingleses usaram-no como termo genérico para designar aqueles que nao eram muçulmanos ou sikhs. "Hinduísmo" é uma... nao coisa! É mais uma marca que os europeus deixaram na Índia. E essa nao coisa contém mil e uma coisas diferentes. Tantas que os ingleses nem se deram ao trabalho de as nomear. Quando alguém se diz hindu isso, por si só, nao quer dizer quase nada. Diz ainda muito menos que alguém dizer-se “cristao”. É como dizer que sou Europeu, ou ocidental. Quanto é que “ser ocidental” diria sobre mim? Quando oiço um ocidental a dizer que se converteu a "hindu" fico a pensar o que raios ele acha que isso é. Será que um indiano diria que passou a ser "ocidental"? Será que está a dizer que não é Sikh ou muçulmano? É "hindu" o quê? Quando oiço esse tipo de coisa em geral nem digo nada, ou digo que “sim sim” (como os indianos, a abanar a cabeça para o lado). É só rir...
Mas é esta a visao que os nacionalistas hindus têm de si mesmos? E a visao da maioria dos ocidentais acerca da Índia?Para um nacionalista indiano hindu, um dos orgulhoso, o que é de louvar é encontrar “provas cientificas” que demonstrem que a sua genética e cultura são “suas” desde há milénios. Que muitos antes de britanicos, portugueses, árabes, mongóis, hunos, gregos, arianos (se é que realmente existiram os ditos arianos) e todos os demais, já existia uma grande civilização muito avançada, com os valores da sua cultura “eterna”, muito avançada...blá, blá, blá... Aliás, outra expressão cultural tipicamente europeia que os indianos ainda estão a assimilar é a divisão epistolomógica dos saberes entre ciência x religião x filosofia x arte. É uma divisão típica da Europa moderna, dos seculos xviii a xix, que surgiu aqui por motivos especificos, mas que os europeus exportaram tão bem com o seu dominio militar-comercial. E os indianos continuam a absorver cultura europeia, que utilizam para...tentar renegá-la! Rsrsrsrrs.

Claro que para um indiano nacionalista, activista do orgulho indiano-hindu (de que o Gandhi, um filho cultural do ocidente, foi um dos impulsionadores populares) tudo isto é insultuoso e inaceitável. Claro que para alguns ocidentais, hippies, idealistas e amantes da Índia, ainda “mais papistas que o papa”, naquela miséria e confusao toda só vêm maravilhas. A mais básica e abjecta crendice e misticismo é profunda espiritualidade, as castas discriminativas sao tradiçao e “organizaçao social indispensacel”, a miséria é pureza e simplicidade, a sujidade é autenticidade, e água do Ganges é limpa e sagrada! E babam-se também...

Uma vez tentei falar com um desses alienados ocidentais acerca do gravissimo problema de sida que afecta o país, e ele rematou logo a questao com “esses veneno que os ocidentais inventaram”. Pois... Também deve ser veneno ocidental a pratica ainda existente de amputar crianças para estas renderem mais dinheiro como pedintes... Cada um vê o que quer. Para mim é engraçado ver ocidentais a colaborar com os nacionalistas hindus, muitos deles radicais e anti-ocidente, no esforço por encontrar a suposta autenticidade e superioridade dessa cultura...

Eu também sou fascinado pela Índia, e pelo hinduismo, ou seja, pelo caos. Gosto das suas culturas, ou pelo menos de alguns aspectos de parte delas. Estudo e até adopto algumas coisas. Como muitos outros desenvolvi um fascínio especial pelo que ali se passa, ou terá passado. Mas não me digo hindu! É bastante útil, senao mesmo absolutamente necessário, manter o discernimento, o sangue frio para olhar com ohos de ver, e não olhos submetidos ao desejo que faz tantos ocidentais ver a Índia pela estreiteza de um canudo, o canudo do idelismo e ambiçao.

E diga-se de passagem que humanidade é humanidade em todo lado. Aliás, isso nota-se particularmente bem na Índia. Nao somos assim tao diferentes a nível de cultura. E sobretudo nao somos assim tao separados. Há uma permuta continua, antiga e moderna. Somos Índia, e a Índia é ocidental também. Foi na, da e para a Índia que começou aquilo que hoje se chama globalizaçao. E o que é moderno e ocidental, só por sê-lo, nao é nem melhor nem pior do que supostamente é antigo e oriental. Gosto muito da Índia, mas é bom ser “ocidental” no aqui e agora.
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Reflexões de um jñana yôgin

Samádhi ou sensações?

O Yôga faz parte da vida. E os Yôgins que o praticam também. Assim, não se pode esperar que seja diferente de qualquer outra actividade humana. Nomeadamente não podemos esperar que esta seja uma área imune ás expectativas, tendências e condicionalismos típicos do género humano.

Aliás, o Yôga, com a sua antiguidade de mais de 5000 anos, milhões de Yôgins de todos os géneros pelo meio e muitas outros eventos por baixo, é um campo propício à procura e encontro de todo o tipo de coisas. Das coisas mais dispares e contraditórias! E principalmente das mais comuns.

Não admira portanto que o praticante de Yôga se obceque na procura de coisas tão típicas como místicas. Por exemplo: escapes ás exigências da vida, idealismos de todos os tipos (felicidade, paz ou liberdades absolutas, por exemplo), procura de sensações, visões e conhecimentos secretos e extraordinários, poderes especiais, etc.

Quando se fala de sámadhi a maioria espera tudo menos normalidade. Tudo menos a realidade “nua e crua”. A maioria espera e exige algo diferente, secreto, extraordinário, fantástico, que alivia… Algo muito profundo, muito “além”. Os imaginários mais típicos são compostos por visões, luzes, sons e tudo o que seja “esotérico” suficiente para ser difícil de explicar e partilhar. O valor da racionalidade não só é posto de lado como até se a diaboliza com veemência (principalmente no ocidente), e, por outro lado, o saber “interior” totalmente subjectivo e criativo, feito de imaginação, intuições e outros aspectos da consciência mais irracionais são enaltecidos com igual fervor. O que mais vale é o “sentir”. E se uma qualquer pílula é mais rápida e eficaz a proporcionar as sensações e visões que o praticante tanto deseja, então que se fod# a pratica! Qualquer xamanismo exótico à base de drogas que estimule a imaginação e as fantasias desejadas está muito mais “in”.

A mim parece-me que o pessoal, mais que filosofia, quer é escapes e festa.

E porque não? Por mim tudo bem…

Eu conheci e concebo o Yôga como filosofia. E por isso gostei tanto. Porque sempre gostei de filosofia. E esta filosofia é extraordinária por valorizar e estimular não somente a racionalidade, mas todos os aspectos da consciência: intuição, emoções, o corpo etc. E através das práticas que estimulam todos esses veículos da consciência ilumina-se mais facilmente a resposta à pergunta básica de todas as filosofias: quem sou eu? E ás outras que se desdobram: de onde venho? para onde vou? que faço aqui?

Yôga, meditação ou sámadhi é ter o (auto)conhecimento que responde a essas perguntas. E esse conhecimento pode ser adquirido e expressado de uma forma mais emocional, racional ou intuicional. Não importa se é sentir, pensar ou intuir. O que interessa é o conhecimento. E esse conhecimento não é necessariamente fantástico, ou sequer diferente. Muitas vezes até desilude!

Mas isso não entusiasma. Não seduz. Não vende!

Eu sempre tive tendência para o jñana yôga, que vivêncio dentro e através do Método DeRose. E talvez por isso não encontre as tais sensações fulgurantes. Porque nunca as procurei. O que procuro é o auto conhecimento. De mim mesmo e da realidade. E esse conhecimento quase sempre se revela através da simplicidade. E é simplificador. Revela o aqui e agora sem ter de o transformar em outra coisa. Antes o torna mais claro, óbvio e evidente. Mas ainda assim, é só e apenas o aqui e agora!
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Se não os podes vencer...

Diversidade e Yôga

Felizmente “o Yôga” (incluindo aí também: o yoga, a yoga e a ióga…) é um universo. Um UNI & VERSO. Ele é uno, sob o jugo da palavra. Mas também é verso pois é feito de muitas praticas e teorias das mais dispares. È praticado, estudado ou vivênciado pelas pessoas mais diversas e de formas tão diferentes e até contraditórias que chega a ser paradoxal! Como a própria vida!

Nem é preciso derivar muito. Pessoas com as quais pratiquei nas mesmas escolas e os mesmos métodos, e até parecidas comigo em muitos aspectos, tiveram experiências pessoais absolutamente diversas das minhas. Em relação a tudo! Ás vezes até me pergunto: estivemos mesmo na mesma sala? Lemos o mesmo livro? Estamos a falar do mesmo autor? Será que ambos estamos a falar de Yôga? O que raio é isso que ele chama Yôga?! Às vezes dizem que o Yôga diz não sei o quê e promete não sei quantos…E eu fico a pensar: mas o Yôga é gente e já emite (de per si) opiniões? E relacionam coisas que nunca sequer me passaram pela consciência como se estivessem a referir-se a mim ou a algo meu, ou a algo que eu faço!!! Fico, no mínimo, pasmo!
A realidade é aquela que "vemos". E vemos a realidade que somos. Vemos no que nos rodeia um reflexo do que nós mesmos somos. Acabamos pro encontrar precisamente aquilo que fomos á procura. Se somos mistícos vemos misticismos. Se somos obcecados com poderes procuramo-los até os encontrar (ou negar), nem que seja á força! Se somos limitados vemos limites, regras e clausuras por todo lado. Qem quer companhia desfruta de "estar junto" ou sente-se mal por o não conseguir. Se estamos afim de praticar e filosofar vemos pratica e filosofia!

As pessoas são todas diferentes e, obviamente, são diferentes as suas vivências, julgamentos acerca delas e expressão que fazem de tais experiências!

Por esse motivo usar a palavra Yôga é, cada vez mais, provocar equívocos. É que há cada vez mais gente a metê-la nas bocas do mundo! Às tantas já é tanta coisa que acaba por não ser nada!

Usar a palavra Yôga generalizando gera inevitavelmente desentendimentos tão grandes como se nos referíssemos generalizando acerca de “terapias”. Será que as terapias que se estudam nas faculdades tais como FMUL, a medicina tradicional chinesa, o Ayurveda, as curas da bruxa, as curas espirituais e as mezinhas da avó fossem tudo a mesma coisa! Compreende-se que ás vezes alguns médicos se sintam insultados e indignados. Mas parece ser inevitável, pois os mesmo que gostam de não ser confundidos não hesitam em generalizar, chamando de tudo o resto “medicinas alternativas”…

É assim mesmo. Não há remédio! Ou há?

Bem, no meu caso, há.

Declaro publicamente que já não trabalho com Yôga. Esqueça tudo o resto e onde eu escrevi ou escrever Yôga assuma que é erro e queria dizer união no sentido de integração. Agora pratico, estudo, vivêncio e trabalho com uma coisa chamada Método DeRose. E mesmo assim advirto que não sou porta voz do Método e que só me refiro à minha vivência pessoal. Não chateie os outros por causa das minhas avarias pessoais!


Pronto!
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História?

História é só estória!

O pessoal que quer implicar implica. Por tudo e por nada. há sempre uma ponta solta, menos sólida, algo onde encontrar defeitos e chatear os outros. Então quem não cria e constrói...costuma ter muito tempo e prazer em destruir! Faz parte do ciclo...uns são do contra para equilibrar os que são a favor!
No Yôga o lado fraco são sempre as teorias. E nomeadamente a história.
Como há muita gente a querer implicar com o SwáSthya mas a pratica é muito boa, sempre pegam no menos importante. E pelo lado mais fácil. Tudo bem. É o que quiserem.
Na história uma coisa é certa: eu não posso "provar" nada! Mas também não há "provas" nenhumas contra aquilo que eu ache mais ou menos verdade!
Há uns tempos, aqui na hispânia, já começaram a resvalar para o lado negativo e pegar pelo lado mais fácil...
Esta foi a minha resposta:
"Estimado...

No te puedo decir mucho más sobre este asunto. Se leíste los libros “Yôga Avanzado” y sobre todo el “Origens do Yôga Antigo”no creo que tenga nada más que argumentar.

Repito lo que otra persona te dijo antes: “Es perfectamente normal y entendible que dos personas tengan diferentes opiniones sobre un mismo tema y respeto que cuestiones las afirmaciones sobre este tema. Creo que cada persona debe buscar el método con el que mas se sienta identificado y luego dedicarse plenamente a perfeccionarse. El Maestro DeRose no pretende cambiar la opinión de nadie ”. Y yo tampoco lo pretendo! Si no lo entiendes o simplemente no estás de acuerdo con las afirmaciones sobre esta historia del Yôga estás en tu pleno derecho.

En todo caso permíteme aclarar lo que me parece una equivocación.

El método DeRose de Yôga Avanzado, la sistematización técnica, fue echa por DeRose en la década de los 60 del siglo pasado. Es, por tanto, contemporánea. Consideramos este tipo de Yôga Antiguo (pré-clásico) debido a su línea: Tantra-Sámkhya. Más exactamente: Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga. La línea consideramos la más antigua. La sistematización técnica es contemporánea.

Se esa línea es la más antigua, o no, es question de historia y no Yôga. Consideramos que sí, lo es. Pero no tengo más argumentación. Soy un Yôgin, no un historiador. Si tienes otra opinión la respeto. No es asunto vital para mi. Mucho menos algo que me motive a discutir con otro colega. Prefiero encontrar puntos de UNIÓN.

Además, en nuestra misma escuela cuando dedicamos un breve tiempo a abordar este asunto, siempre tenemos presente que hay otras versiones de la historia. Otras versiones que consideran otros datos a los cuales dan más crédito, y de ahí hacen sus propias especulaciones. Porque
en la área de la historia hay más especulaciones que “verdades”. Sobretodo en la historia de la Índia, y aún más en la historia del Yôga!

Y eso no cambia nada.

Practicamos este (o otro) tipo de Yôga no por su historia, si no porque nos gusta su línea (Tantra-Sámkhya) y sobre todo su practica. Porque de ahí extraemos placer, satisfacción, bienestar, salud. Porqué ella nos da más energía, concentración y lucidez, desarrollando nuestra conciencia en dirección al auto-conocimiento (samadhí).

Si alguien considera este tipo de Yôga es moderno, nuevo u original esta en su pleno derecho. Para mi nada cambia. Yôga es la practica. Estamos muy satisfechos con el SwáSthya por su practica muy completa, flexible y muy bien sistematizada.
Las teorías, incluyendo ahí la historia, son interesantes pero de menos importancia.

Como por ejemplo el Ashtánga Yôga.

Unos consideran que Patañjali (el codificador del Ashtánga Yôga, o Raja Yôga de Patañjali) vivió en el siglo 3 o 4 antes de Cristo, otros, en en siglo 3 o 4 después de cristo! Para unos es un ejemplo fiel de la ortodoxia brahmanica para otros fue influenciado por el Budismo. Para otros incluso influencio al Budismo! Para otros hasta lo consideran le “padre” del Yôga…Y sin hablar de los varios exegetas cada uno interpretando de una forma distinta y hasta contradictoria. Hasta hay versiones diversas del Yôga-sutra con más o menos sutras...

Nada de eso importa dando por echo que el Rajá Yôga de Patanjali es muy completo y profundo, y funciona!
Merece todo nuestro respecto!

Y el Ashtanga Yôga actual, en la línea de Krishnamacharya-Patabijois? Algunos dicen categóricamente que es el más antiguo. Otros dicen que es gimnasia mística! Para otros una terapia hindu! Si leo los libros y consulto la WWW no tengo nada más claro. Unas fuentes dicen que fue descubierto de documentos muy antiguos...entretanto desaparecidos!!?! Otras dicen que fue una necesidad practica de Krishnamacharya debido a algunos alumnos jóvenes que tuvo…Unos dicen que es derivado del Hatha Yôga, otros que es una forma moderna derivada del Ashtanga Yôga (de Patañjali). Otros que fue creado por Krishnamacharya en el siglo pasado y solo deriva de el mismo!

Cual es la verdad? Me parece que más que verdad lo que hay son especulaciones. Solo hay que respectar, nada más. Las especulaciones son licitas y hasta interesantes pero mucho menos importantes que la practica. Yôga, para nosotros, es la practica. Lo que vale es el desarrollo efectivo de la conciencia a través de la practica. El resto son meros juegos intelectuales. Respetamos y toleramos con elegancia la diversidad de opiniones y no vamos a perder más tiempo en esas especulaciones. Y mucho menos en pelear con otros colegas de Yôga. Como amante del Yôga, como tu, me gusta mucho profundizar en estos asuntos, pero el más importante es el respecto mutuo. Y la Unión.

Se desea alguna aclaración más relativa al SwáSthya Yôga, principalmente a la practica, no dude usted en escribir.

Aún así, teniendo en consideración que yo soy apenas uno, y el SwáSthya son miles de practicantes e instructores, no puedo hablar en nombre de todos. Ni yo de ellos ni ellos de mío. Hasta en eso la diversidad (en la Unidad) se impone!
Generalizaciones y juicios sumarios siempre resultan injustos.

Una vez más felicitaciones por tu trabajo de dedicación al Yôga y tu site.

Atentamente,

António Matos
Director de la Unidad Asturias"
Se você é um dos chatinhos, e estiver a fim de implicar comigo leia aqui a resposta que já tenho para si: estou-me a cag##!
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