Desunião na União!
Yôga: filosofia e sociologia
Yôga é União e Integração. É a constatação desses estado das coisas. De que a realidade é assim. Que tudo está ligado. Que os limites e separação entre as coisas (e pessoas) são uma ilusão. O saber que tudo é união…sempre foi!
Se a superação dessa ilusão é também uma libertação, e até uma salvação, isso depende da expectativa e perspectiva de cada um.
O que é certo é que quando manto de maya cai, a diversidade e polaridades que alimentam o devir da existência não cessam. Continuam como sempre. Tão infinitas, interligadas e constitutivas da união como sempre. A constactação do Uno não desfaz o Verso!
E a mostra evidente disso é a vida dos Yôgis. E sobretudo das suas comunidades. TODOS continuam a manifestar-se egóicamente, através das suas diferenças, pelas quais disputam até (e sobretudo) em nome do próprio Yôga! é nitida uma profunad desunião no mundo da ...União!
É interessante que, apesar desse facto facilmente observável, é a esperança e promessas de que a União será, não só uma concepção filosófica da existência, mas também social, ou seja, que se expresse na vida de relação, e que se revelará em forma de paz e harmonia entre tudo e todos, em que todos serão igual e perfeitamente livres, é essa fé que atrai e mantém a maioria dos yôgins entrosados no Yôga.
Essa esperança de que há salvação, que há solução para a morte, a solidão e todos os problemas sociais e de cada ego deste mundo, continua a ser, como sempre, o móbil que leva e mantém gente no Yôga. É esse o móbil maior para o crescimento do Yôga, nos nossos dias na nossa sociedade. Nem que seja como religião! Tanto como os que procuram Yôga como utilitarismo declaradamente egóico (para coisas praticas de saúde, bem estar ou simples vaidades) e sobretudo muito mais que os que procuram Yôga como filosofia!
E a maioria (diria uns 90% para não ser drástico) nunca admite, sequer, ultrapassar essa esperança, a qual para si é um dogma. E quando o Yôgin (ou seria crente das suas próprias ilusões?) se enfrenta com o seu próprio dogma prefere rechaçar a existência tal como é, alienando-se, ou então aceita a sociedade como um “realista”mas rechaça o próprio Yôga, que, ao não o salvar dando-lhe o dogma que esperava, o desilude! O mais engraçado é que o Yôga costuma ser, declaradamente, um processo de desilusões…É mesmo assim. Deve ser se está a funcionar. E essas desilusões seriam muito positivas pois revelam uma outra perspectiva da realidade...
Enfim. Filósofos há poucos. Sempre houve. Eu gosto de Yôga. Gosto de filosofia, que para mim tem muito valor. E para mim yôga é filosofia. Mas também não me sinto melhor ou superior a ninguém por isso. Neste caso ser raro não acrescenta necessariamente valor! Até exclui…desintegra! Paradoxos da realidade!
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Yôga é União e Integração. É a constatação desses estado das coisas. De que a realidade é assim. Que tudo está ligado. Que os limites e separação entre as coisas (e pessoas) são uma ilusão. O saber que tudo é união…sempre foi!
Se a superação dessa ilusão é também uma libertação, e até uma salvação, isso depende da expectativa e perspectiva de cada um.
O que é certo é que quando manto de maya cai, a diversidade e polaridades que alimentam o devir da existência não cessam. Continuam como sempre. Tão infinitas, interligadas e constitutivas da união como sempre. A constactação do Uno não desfaz o Verso!
E a mostra evidente disso é a vida dos Yôgis. E sobretudo das suas comunidades. TODOS continuam a manifestar-se egóicamente, através das suas diferenças, pelas quais disputam até (e sobretudo) em nome do próprio Yôga! é nitida uma profunad desunião no mundo da ...União!
É interessante que, apesar desse facto facilmente observável, é a esperança e promessas de que a União será, não só uma concepção filosófica da existência, mas também social, ou seja, que se expresse na vida de relação, e que se revelará em forma de paz e harmonia entre tudo e todos, em que todos serão igual e perfeitamente livres, é essa fé que atrai e mantém a maioria dos yôgins entrosados no Yôga.
Essa esperança de que há salvação, que há solução para a morte, a solidão e todos os problemas sociais e de cada ego deste mundo, continua a ser, como sempre, o móbil que leva e mantém gente no Yôga. É esse o móbil maior para o crescimento do Yôga, nos nossos dias na nossa sociedade. Nem que seja como religião! Tanto como os que procuram Yôga como utilitarismo declaradamente egóico (para coisas praticas de saúde, bem estar ou simples vaidades) e sobretudo muito mais que os que procuram Yôga como filosofia!
E a maioria (diria uns 90% para não ser drástico) nunca admite, sequer, ultrapassar essa esperança, a qual para si é um dogma. E quando o Yôgin (ou seria crente das suas próprias ilusões?) se enfrenta com o seu próprio dogma prefere rechaçar a existência tal como é, alienando-se, ou então aceita a sociedade como um “realista”mas rechaça o próprio Yôga, que, ao não o salvar dando-lhe o dogma que esperava, o desilude! O mais engraçado é que o Yôga costuma ser, declaradamente, um processo de desilusões…É mesmo assim. Deve ser se está a funcionar. E essas desilusões seriam muito positivas pois revelam uma outra perspectiva da realidade...
Enfim. Filósofos há poucos. Sempre houve. Eu gosto de Yôga. Gosto de filosofia, que para mim tem muito valor. E para mim yôga é filosofia. Mas também não me sinto melhor ou superior a ninguém por isso. Neste caso ser raro não acrescenta necessariamente valor! Até exclui…desintegra! Paradoxos da realidade!