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Yoga - Recuerdos de Asturias



Durante 3 anos vivi num paraíso chamado Asturias. Em Gijón fundei e dirigi a minha escola, e lá praticamos e fizemos amigos. Um dos melhores momentos eram as sextas a tarde, os treinos de ásana, onde um pequeno grupo (8 a 10) se reunia regularmente para praticar e divertir-se.

Vos echo a todos de menos. Viva Asturias. Hasta pronto y muchos besos. Leia o artigo completo CLIC

As paranóias do ego


Ego


Estou farto das paranóias com o ego.

No Yôga (e yoga e ióga) é demais. Qualquer coisa que se faça (ou até omissão) tem logo uma acusação disparada de ego ( e condicionamento), como se fosse coisa má.

Tenho para mim claro que o Yôga é um processo de transcendência do ego. Ou seja, da consciência blindada nos limites ilusórios do ego.

Mas transcender não é de todo aniquilar, destruir, ou sequer ver no ego um adversário terrível!

Transcende-se o ego, através do próprio ego. Aliás, a própria transcendência parece-me uma ambição bastante egóica!

E transcende-se mas mantém-se um ego. Esse complexo a que se chama ego-personalidade. Essa coisa que vai sendo. Esse devir que identificamos com o nosso nome e serve à nossa expressão na existência!

O ego é bom. Pelo menos o meu é. E aqueles de quem eu gosto também. E também o é o daqueles que me gostam e querem bem.

E, observando bem as coisas, os paranóicos com o ego, na realidade, têm problemas mas é com o ego dos outros…

E digo mais: não existe nenhum ponto de observação melhor para contemplar o mundo que o ego. E para perceber os outros o melhor é fazer dárshana no seu ego. Tudo se torna imediatamente mais claro…

É um ponto absolutamente coerente em si mesmo, o qual podemos contemplar para entender com perfeição todas as coisas!

O único problema é que para fazê-lo temos também de transcendê-lo!
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Autoconhecimento

Eu sou!

Há uns tempos descobri quem sou.

E então exclamei: é isso! Só isso!?! Ok.

Bem, agora que já sei posso simplesmente…viver.

Mas, filosofar é grande parte daquilo que sou nesta vida.

Bom. Agora já não preciso de filosofar para depois viver. Vivo filosofando! Leia o artigo completo CLIC

yôga: sagrado, violado ou violento?

Conseguirei sair deste filme?!


“A vida é um labirinto onde a perseguição é a própria fuga!”

Dizem que Yôga é uma palavra sagrada! Ou seria violada? Eu diria que é…violenta!

A palavra até é bonita. Pequena, equilibrada, sonora. Um autêntico slogan! E como todo o bom slogan é repetida até exaustão! E perde o significado. É mais um mantra. O mantra!

É utilizada por tanta gente, há tanto tempo, em tantos locais, em tantas culturas, para tantos fins que, dizê-la, agora, é como dizer: hum hum! hum hum o quê? O que você quiser!

Não tinha capacidade de angariar tanto poder, e foi destruída por ele, através desse grande corrosivo chamado: banalidade!

Na realidade o significado da palavra, e os links mentais, emocionais e visuais que a palavra despoleta são tão díspares e antagónicos que é impossível usá-la sem ter a sensação de roleta russa! Será que me vão beijar ou cuspir após eu dizer que me dedico a tal coisa?!

Para mim a palavra significa união/integração e conecta-me com filosofia. Ponto. Filosofia, para mim, é auto-conhecimento. Ponto. E ao mesmo tempo conecta-me com uma pratica de um conjunto técnico que, de forma directa ou indirecta, estimula e direcciona essa filosofia. Ponto.

Infelizmente eu pareço fazer parte de um número muito reduzido e pouco importante no que se refere a sinapses relativas a esta palavra.

Para um número mais amplo a mesma palavra aflora outras coisas. Tipo: contorcionismo; “terapias alternativas”; devoção mística; ovnis; ginásticas orientais; poderes mágicos; gerontologia; urinoterapia; risoterapia; homens estátua; hippies; espiritualismos de tipos variados; telecinésia; adivinhação; astrologias; Budismos; hipnose; psicologias varias; sexo; celibato; adoração de deuses hindus; paranóias e fanatismo pró e contra gurus, suas escolas, obras e discípulos; etc. Para muitos é uma mescla de tudo isso, afinal, está muito em voga…unir! (Ou seria fundir? Os neurónios…)

Algumas dessas coisas até me parecem interessantes. Umas poucas até me fascinam. A todas procuro respeitar nas suas individualidades e diferenças. Agora que me confundam com esse tipo de coisas e gentes só porque uso a mesma palavra, sinceramente, agride-me.

Como estou em minoria, e eu é que estou mal, sigo o mandamento popular que sugere: “se estás mal muda-te!” E aos poucos é o que farei…Aos poucos porque a inércia e o vício ainda me fazem usar e repetir o mantra fatal. Não há obrigação nem pressa.

Peço aos meus amigos ajuda neste descondicionamento. E aos outros por não a conseguir fazer mais rápido. Perdoem-me por “sujar-vos” com as minhas tendências (meramente) filosóficas!
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Mr. Tony Yôga

O meu Yôga

O meu Yôga não é meu! Não faço nada de novo e original, pelo menos que eu saiba. Aliás, nem sequre acredito me originalidades...

Pratico um método codificado pelo meu Mestre, DeRose. O chamado Método DeRose de Yôga Avançado. Adoro o método. Muito bem sistematizado.
Muito completo. Muito flexível.

Tenho as praticas ortodoxas, muito completas, muito certinhas…Tenho uma infinidade de praticas heterodoxas cuja composição tem como limite a imaginação. Entre o “garantido com selo de fábrica” e um pouco de aventura e libertinagem dá para quase tudo. Na modalidade heterodoxa posso praticar conforme as minhas necessidades, tendências, desejos e diferenças. Até para as minhas neuroses há material disponível! Sei que no mundo do Yôga ainda há umas quantas coisas mais, que se poderiam somar, mas…eu nem as codificadas exploro sequer a 50%! E mesmo estas 50% já me sobram. Acrescente-se os cursos e vivências intensivas onde se aprofunda e acrescenta sempre algo mais (ou com outra roupagem), acrescentem-se os livros, websites e até a dialéctica com os criticos (felizmente temos muitos) e já é material suficiente para umas quantas vidas.

Adoro a codificação das regras gerais de execução, que dão autonomia e independência ao praticante. Adoro que o método seja tão explicito e tão clara e abertamente explicado, sem secretismos e misticismos dúbios, que inundam e contaminam tão frequentemente o nosso mundo. Assim, o método está ao alcance de qualquer um que seja minimamente inteligente e se queira dedicar.

Adoro o posicionamento muito técnico e naturalista do SwáSthya. Infelizmente eu vivêncio-o exageradamente assim. Um pouco mais misticismo e ritualismos ás vezes até ajuda à envolvência emocional, ao bháva, que realmente transforma qualquer coisa que se faça, dá-lhe um extra, algo especial, dá-lhe força e poder. Mas eu sempre fui um bocado intlectualóide mesmo. A minha onda é muito o Jñana, e felizmente que também o posso vivenciar aqui, dentro, unido aos demais aspectos que o SwáSthya abarca…
Apesar do meu método e pratica nada terem de invento meu, o meu Yôga é resultado da minha própria consciência: uma percepção pessoal, que nada tendo de nova e original, é permanentemente nova e original para mim e é muito minha! É o próprio Yôga a revovar-se, recrira-se e reactualizar-se na minha própria consciência!

Para mim o Yôga é tanto a pratica, técnica, que foi desenvolvida especificamente durante milhares de anos para este fim especifico, e que dá saúde, aumenta e canaliza a energia para aumentar a concentração, a meditação etc, como é também o estado de consciência que essa pratica visa alcançar: a União, a Integração…ou seja:o Yôga.

Portanto, vivo o Yôga tanto pelo utilidade e prazer da própria pratica, como pela filosofia. E as duas coisas vão juntas. É uma filosofia de vida presente em tudo o que se faz. A pratica não é o principio nem o fim dessa filosofia, e sim algo que faz parte. É uma parte da vida que se vive mais intensa e conscientemente. E a resposta a: quem sou eu? não é o fim de nada, mas apenas uma meta a alcançar no próprio caminhar da vida.

Entretanto integrei o Yôga totalmente na minha vida. Tenho mestre, colegas, alunos e até concorrência. Até pseudo e suposta concorrência! Enfim, a festa toda. Sou instrutor e empresário. Ser instrutor é óptimo, pois é algo que me dá muito prazer, me concentra e nas aulas, ao ensinar, é quando tenho mais e melhores insights. Já ser empresário…mais tarde darei uma opinião mais avalizada.

Neste momento é o que eu quero. E o futuro…não existe!
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Está feito. Sempre esteve!

É nada!

O Yôgi sabe que tudo é sempre novo e espontâneo. Mas tudo fica na mesma. A acção tem como propósito a inacção. É nada.

O Yôgi percebe uma realidade de possibilidades infinitas. Mas possibilidades são potenciais. É nada.

O Yôgi sabe que qualquer concretização de possibilidades não é senão uma ilusão de ser alguma coisa. É nada.

O Yôgi não tem princípio nem fim. Nem nascimento nem morte. Nem nome. Nem limites. Nem nada. É nada.

O Yôgi sabe-se o todo. Mas ser tudo, não é ser coisa alguma. É nada.

Essa coisa da consciência expandida, que transcende o ego, é interessante. Muito integrador. Mas um orgasmo, um “tubo”, uma música, uma conversa ou até uma pizza o pode ser. O Yôgi não é parvo. Depois do Yôga volta a ser outra vez um ego, que o Yôga está feito. Sempre esteve…

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It`s only Yôga

É só Yôga!

Lembro-me de há uns anos ouvir, da boca de quem muito estimo, palavras me ficaram:

“Ei, tranquilo! É só Yôga…”

É isso mesmo!

O Yôga é, para mim, uma filosofia. Uma filosofia especial. Fantástica mesmo. Mas ainda assim é só filosofia!

E se um dia eu não filosofar tanto ou tão bem? Morro? Não.

E se não chegar a conclusão nenhuma, ou a algumas verdades, ou pelo menos a nenhuma que valha grande coisa? É a vida…

E mesmo que chegue? E se alcançar conclusões e verdades, e mesmo que estas até sejam muito interessantes, já para não dizer importantes? É a vida também.

Será que preciso (“ter que”) fazer praticas complexíssimas e extraordinárias para encontrar cruas e belas verdades? O bem-estar (e até o ócio) é, no mínimo, propício à filosofia. Muito mais que qualquer malabarismo técnico… Epara a meditação, mais do que qualquer outra coisa, convém estar só, consigo mesmo. Nem que seja em solidão!

Há tanta gente que nunca ouviu falar de Yôga e vive muitos mais UNIDA e INTEGRADA, nos mais variados sentidos, que a maioria dos praticantes de Yôga que conheço... Incluindo eu!

Será que vale a pena, por causa do Yôga, e até em seu nome, criar obsessões, alimentar paranóias, e lançar-se em disputas das mais variadas?

Talvez até morrer por isso! Talvez até matar!

Parece loucura.

Mas…não parece loucura morrer ou matar seja lá pelo que for? E TODOS o fazem a toda a hora, em vários níveis e pelas coisas mais ínfimas e triviais

Porque não pelo Yôga?

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